O grande volume de chuva que caiu na região nestes últimos dias elevou rapidamente o nível do Rio Muriaé. Em Italva, algumas ruas amanheceram nesta quarta-feira (04/02) alagadas, caso da Rua João da Silva Moço, no Bairro Parque Industrial (Beira Rio).
A cidade entrou em Estado de Alerta e a prefeitura já começa a interditar alguns pontos que apresentam alagamentos para evitar incidentes. Segundo o monitoramento de alerta de cheias do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), o rio transbordou em Italva por volta de 3h da madrugada desta quarta-feira.
Além de toda a água que recebe dos rios Glória, Fumaça entre outros, ainda em MG, o Muriaé recebe o Carangola em Itaperuna, além de diversos valões e riachos ao longo do trecho até Italva, como o Valão Grande em São Pedro Paraíso, que também subiu muito com a forte chuva que caiu nesta terça na região de São João do Paraíso.
Situação atual dos Rios Muriaé e Carangola
Nas últimas semanas, a Zona da Mata Mineira e o Noroeste Fluminense estão com alto padrão de chuvas frequentes e, em alguns momentos, intensas, associado à atuação de áreas de instabilidade atmosférica sobre o Sudeste do Brasil. Órgãos oficiais de meteorologia e monitoramento de riscos indicam que o volume acumulado de precipitação em diferentes pontos das bacias hidrográficas tem mantido os principais rios da região sob atenção permanente.
A persistência da umidade, combinada com episódios de pancadas fortes, influencia diretamente o comportamento hidrológico dos rios mineiros Muriaé e Carangola, especialmente nos trechos que atravessam municípios da Zona da Mata e seguem em direção ao território fluminense. O solo encharcado em diversas áreas contribui para uma resposta mais rápida dos cursos d’água depois de novos eventos de chuva.
Rio Muriaé
O Muriaé permanece como o principal foco de monitoramento por parte das defesas civis municipais e estaduais. Ao longo de seu percurso, desde Minas Gerais até o Noroeste do estado do Rio de Janeiro, o rio apresenta elevação gradual e manutenção de níveis altos, o que levou os órgãos de proteção e defesa civil a adotarem estado de vigilância contínua.
Em municípios mineiros localizados a montante, ( acima do rio) especialmente na região das nascentes e dos afluentes, as chuvas registradas nos últimos dias têm reflexo direto no volume de água que segue em direção às cidades fluminenses. No noroeste do Rio de Janeiro, localidades ribeirinhas acompanham com atenção a evolução do cenário, diante da possibilidade de transtornos em áreas mais baixas e próximas às margens.
O comportamento do Muriaé segue fortemente condicionado às chuvas que ocorrem fora do território fluminense, o que exige integração constante entre os sistemas de monitoramento de Minas e do Rio. O acompanhamento é feito por meio de redes hidrometeorológicas oficiais e boletins periódicos emitidos pelos órgãos competentes.
Rio Carangola
O rio Carangola, importante afluente do Muriaé, também segue sob observação, embora apresente, até o momento, um cenário considerado menos crítico. Ainda assim, a sua contribuição para o volume total do Muriaé é relevante, sobretudo em períodos de chuva contínua na Zona da Mata Mineira.
Equipes técnicas acompanham o comportamento do Carangola em pontos estratégicos, nas áreas urbanas e na região de confluência com o Muriaé. O monitoramento busca antecipar qualquer alteração mais significativa que possa potencializar riscos hidrológicos a jusante, ( abaixo do rio) especialmente em municípios fluminenses.
Orientações da Defesa Civil
Mesmo sem registros generalizados de transbordamentos urbanos de grande porte até esta data, o cenário exige cautela. A combinação de chuva persistente, bacias já saturadas e previsão de novos episódios de instabilidade mantém elevado o risco de alagamentos pontuais, inundações em áreas ribeirinhas e transtornos em regiões com menor capacidade de drenagem.
As defesas civis reforçam a orientação para que moradores de áreas próximas aos rios acompanhem exclusivamente os comunicados oficiais, evitem a permanência em áreas sujeitas a alagamento e estejam atentos a qualquer sinal de elevação rápida das águas. Em situações de emergência, a recomendação é acionar imediatamente os canais oficiais de atendimento.
O quadro segue dinâmico e depende diretamente da evolução das condições meteorológicas nos próximos dias, especialmente nas áreas de cabeceira das bacias hidrográficas do Muriaé e do Carangola.







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